Celulares e a inclusão digital

Especialistas defendem que aparelhos móveis poderão promover inclusão digital

Além de ser o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, Obama entrou para a história por ser o primeiro presidente americano a ter um aparelho celular para trocar e-mails e acessar a internet. Mesmo com a comunicação restrita a altos funcionários e poucos amigos, Obama enfrentou os temores do serviço de segurança e conseguiu uma versão criptografada mais sofisticada do Blackberry. A conquista do presidente pode ser considerada um marco de como essa tecnologia tem se tornado indispensável no dia-a-dia de milhões de cidadãos.

BlackBerry Bold

BlackBerry Bold


Segundo levantamento feito em 2007 pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil, pelo menos 4,5 milhões de pessoas declararam ter usado o celular para acessar a internet nos últimos três meses no país. Já um estudo, divulgado em dezembro e realizado pelo Pew Internet & American Life Project, aponta que o celular será o principal meio de acesso à web em 2020.

O avanço e a difusão dessa tecnologia já têm promovido uma mudança nos hábitos dos usuários de internet. O diretor da agência digital F.biz, Marcelo Castelo, quando está em casa, prefere usar o iPhone para acessar a internet do que o computador.

“Tenho amigos que já tiveram três aparelhos iPhone. É muito mais simples: não tenho o trabalho de ligar o computador e a internet está sempre ao alcance da mão”, afirma Castelo.

Inclusão digital

Durante a Campus Party, encontro de tecnologia realizado em janeiro em São Paulo, o programador inglês Tim Berners-Lee, conhecido como “pai” da World Wide Web, defendeu o uso de telefones celulares para a promoção da inclusão digital:

“A conexão via telefone celular é fascinante, pois permite o acesso de pessoas que vivem em áreas rurais ou daquelas que não têm computador”, afirmou o programador. A difusão da internet pelo celular pode acelerar a inclusão digital, já que a banda larga convencional depende de investimentos altos em infraestrutura. Enquanto que a disseminação do acesso por celular depende apenas das antenas das operadoras e de um baixo custo do serviço. O que não falta é mercado. Dados do CETIC.br mostram que, em 2007, 40% dos consumidores declararam que seu celular tinha acesso a internet, mas apenas 5% dos entrevistados que utilizam celular disseram ter navegado pelo aparelho nos últimos três meses.

“A percentagem de consumidores que declararam usar a internet via celular tem se mantido estável nas últimas três pesquisas. Uma das hipóteses para isso é que a grande maioria dos usuários dispõe de plano pré-pago e as tarifas de navegação para esse tipo de consumidor são muito altas. Além disso, quanto mais a atividade demanda desempenho da rede de celulares, menor é o uso dela. A tendência é a de que, com a rede 3G, a pesquisa de 2008 indique um aumento no percentual do uso da internet pelo celular”, afirmou o analista de Informações do CETIC.br, Juliano Cappi.

Para alimentar esse potencial, cada vez mais empresas estão investindo no chamado mobile marketing. O setor teve um crescimento de 45,92% e recebeu um investimento de R$ 748 milhões no último ano, segundo dados divulgados no 1º Encontro de Mobile Marketing, realizado pelo Interactive Advertising Bureau (IAB Brasil) em fevereiro. Castelo acredita que a revolução só está começando.

“Daqui a pouco tempo, não ter um site adaptado para o acesso por celular será o mesmo que não ter um tradicional”.
Segundo Castelo, as taxas de clique em banner de publicidade no celular gira em torno de 5%, já na web cai para 0,1%, em média. Para ele, a explicação é que, em uma tela pequena, o banner é muito mais visível e se destaca, já que percentualmente ocupa um espaço maior do que na web.

“Já fizemos campanhas com 10% de taxa de clique. A adaptação do site é necessária porque a tela menor não aceita Flash, por exemplo. Ou você adapta ou o usuário não pode acessar”, explicou Castelo.

Conexão 3G

A conexão 3G, difundida no país desde 2007, é uma opção para quem procura banda larga com mobilidade. Diferentemente do serviço que cobra pelo tempo de permanência na internet, a conexão 3G é feita por meio de pacotes de dados fornecidos pelas operadoras de telefonia celular. Com isso, novos serviços se tornam possíveis no celular, como videoconferência, download de músicas em alta velocidade, transmissão de vídeos, jogos 3D com múltiplos jogadores, dentre outros.

Dados do portal Teleco indicam que o Brasil terminou o mês de janeiro com 2,913 milhões de dispositivos 3G, que já representam 1,78% do total de aparelhos no Brasil. A rede 3G acompanhou o aumento da demanda e cresceu em torno de 6%, passando de 426 localidades cobertas em dezembro para 451 municípios em janeiro, o que corresponde a 112,2 milhões de pessoas cobertas.

Segundo o site Tecnologia 3G (http://www.tecnologia3g.com.br/vantagens.php), o que tem levado as operadoras a migrarem seus sistemas é a maior capacidade de rede, o menor custo de transmissão de voz e as maiores taxas de transmissão dados proporcionados pela rede 3G.

O mercado de aparelhos acompanhou essa evolução e já disponibiliza uma gama enorme de opções que possibilitam a navegação pela intenet. Dentre os mais procurados estão o Nokia N95, Nokia E71, Nokia 6210, Nokia 6600, iPhone, Motorola Q11, BlackBerry Bold, LG KP570, Samsung Omnia (i900L), Palm Centro, Samsung I617, Sony Ericsson C905, HTC Diamond, HTC P3301.
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